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O segredo da felicidade está no equilíbrio das emoções, diz neurocientista.

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Você sabe qual é o segredo da felicidade? Bom, a ciência explica que a felicidade não está nas coisas ou situações da vida, mas sim, em como a gente as enfrenta e lida com elas, internamente.

O fato é que não há felicidade constante, jo que existe são picos de emoções variáveis , que mudam, de acordo com os acontecimentos. As sensações que nos trazem felicidade são respostas do equilíbrio interior que conseguimos atingir.

Quando se está incomodado, por qualquer circunstância que seja, você altera os níveis e possibilidades de sensações de felicidade.

Chamo de sensações de felicidade, qualquer sentimento e/ou emoção que nons leve a um lugar de alegria, satisfação, contentamento, bem-estar, prazer, júbilo, ledice, gosto, aprazimento, deleite, regozijo, euforia, bem-aventurança.

Recentemente publiquei um estudo na Archives of Health intitulado de “Neurofisiologia filosófica da felicidade: O segredo da felicidade está na homeostase; onde conclui que, pessoas com alto QI têm mais chances de encontrar um melhor equilíbrio em si mesmo. Nesse estudo explico como a felicidade está ligada às condições de vida com um todo.

Contudo, achamos, enquanto sociedade, que apenas seremos bem-sucedidos se nos sentirmos felizes a todo instante.

Estar feliz é também produto da nossa biologia e, muitas vezes, não temos noção de todo o processo.

Os estudos concluem que, a dopamina nos fornece aquele pico de felicidade, mas que neurotransmissores como a serotonina, dopamina, ocitocina, hormônios como o cortisol, entre todos os outros precisam ter seu bom funcionamento.

Ou seja, a homeostase se faz necessária para que a gente se sinta feliz. Assim como, o equilíbrio relacionado às regiões do córtex pré-frontal com o fascículo do cíngulo, que passa do giro do cíngulo ao giro parahipocampal no sistema límbico.

O estudo também concluiu que “cognitivamente é sabido que tudo na vida precisa do equilíbrio, nele encontramos o conforto necessário para mais picos de felicidade e mais e melhores sensações de felicidade.

O conforto na consciência relacionado à cultura e a personalidade do indivíduo, influencia na liberação dos neurotransmissores da felicidade, assim como na sua intensidade.

Também há variáveis de QI em relação a felicidade, conforme essa variável for aumentando, aumenta também as probabilidades de felicidade.

Por razões que parecem óbvias, como o fato de ter mais conhecimento e buscar mais soluções para ser feliz, assim como pelo maior controle emocional já que, a região frontal no cérebro, que controla as emoções, é mais desenvolvida de acordo com o aumento do QI de um indivíduo. Assim como a eficiência nas conexões que controlam as emoções.

Comportamentos e hábitos, probabilidade genética, inteligência e a homeostase, são fatores determinantes que definem o segredo da felicidade.

A genética define probabilidades, comportamentos e hábitos como alimentação, exercícios físicos, tratamento, etc, definem também o equilíbrio, e a inteligência age no controle emocional, na escolha de pensamentos, comportamentos e hábitos. Porém, a homeostase que gera felicidade é o resultado de todas essas ações, juntamente com a genética.

10 países mais felizes do mundo

Em 2022, o ranking divulgado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, conhecido como “Relatório Mundial da Felicidade 2022”, elencou os 10 países mais felizes do mundo, mas uma característica chamou a atenção: todos os países nórdicos figuravam na lista, sendo 3 deles presentes no top 3.

Para mim, esse resultado supera a ideia de que o sol seria um fator primordial para estímulo da felicidade, mas indica outros fatores responsáveis por isso.

Não que o sol não seja primordial, ele é um fator significativo, porém, um lugar quente o ano todo não é o pressuposto de felicidade, tudo na vida tem maior impacto quando não é constante.

Neurocientificamente você encontra diversos estudos que reforçam a importância do sol para a felicidade, em especial relacionado aos neurotransmissores, mas também existem diversos fatores que podem influenciar a sensação de felicidade, a prova é que todos os países nórdicos têm clima frio e ainda assim figuram no ranking de países mais felizes.

Quais fatores podem nos fazer realmente felizes?

-Capacidade de reflexão;
-Conhecimento;
-Segurança;
-Renda;
-Expectativa de vida saudável; são alguns fatores que podem nos fazer sentir a sensação de felicidade.

São fatores que aguçam as necessidades primárias, ou seja, os instintos”.

Além disso, podemos notar um padrão importante ao perceber que grande parte dos países presentes na lista dos mais felizes do mundo também constam no ranking dos mais inteligentes, isso, revela uma conexão entre o QI e a felicidade.

É uma realidade científica, ser feliz tem relação com a inteligência, mas tão importante quanto isso, podemos analisar no caso dos países nórdicos, que eles encontraram um equilíbrio importante: eram um povo bárbaro, amplamente envolvido em guerras, mas que aprenderam muito com o passado.

Grande parte desses países, possuem clima frio e há uma forte relação entre frio e desenvolvimento na formação dessas sociedades, as pessoas em climas mais frios precisavam de níveis muito mais altos de planejamento e cooperação ou teriam perecido no inverno. A dificuldade força o desenvolvimento da inteligência e nos faz buscar recursos internos para superar as adversidades.

*DA REDAÇÃO RH. Sobre Fabiano de Abreu

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, é um Pós-doutor e PhD em neurociências eleito membro da Sigma Xi, The Scientific Research Honor Society e Membro da Society for Neuroscience (USA), Mestre em Psicologia, Licenciado em Biologia e História; também Tecnólogo em Antropologia com várias formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. É diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat, membro-sócio da APBE – Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva. Membro Mensa, Intertel e TNS.

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